5 dicas para conversar com a geração Z

Eles nasceram por volta de 1995, ou seja, estamos falando da primeira geração que nasceu completamente imersa no universo digital. O mundo sem internet pra eles é só aquilo que nós, das outras gerações podemos contar.

A Geração Z é capaz de consciliar com muita facilidade diversas realidades de forma simuntanea. É uma conversa na roda que vira um tweet, uma dúvida que vai pro Google e um Story da galera com direito a TikTok de brinde, tudo isso em minutos, sem se desligar do que tá acontecendo no presencial.

Entre as suas principais características estão: o importante é não se definir, diálogo é fundamental, vida real vale mais, são realistas, práticos, objetivos, passeiam por diversos grupos e se apropria como ninguém do humor.

O Google oubiu a Julia Teodoro embaixadora do Instituto Plano de Menina, uma plataforma que visa ao protagonismo da mulher com atividades de formação de jovens líderes por todo o Brasil. Ela atua como co-host do AfroPausa, podcast criado para debater negritude no mercado da comunicação, e também já palestrou em um evento em Nova York sobre jovens e internet. Atualmente é Community Manager na FCB Brasil — tudo isso com apenas 19 anos.

O que os profissionais de marketing podem aprender com alguém que nasceu nos anos 2000? Primeiro: sei que não vou mudar o mundo, mas gosto de acordar todos os dias com uma nova ideia. E as ideias da Geração Z, da qual faço parte, têm impulsionado importantes transformações na maneira de pensar, de agir e de consumir cultura na internet.

Na minha primeira experiência profissional — produzindo conteúdos com propósito social na consultoria Plano de Menina —, tive um insight que se transformou em um mantra pessoal: a mobilização da juventude na internet é tão poderosa que podemos realizar tudo o que quisermos. Somado a isso, se encararmos o meio digital como um espaço social como qualquer outro, vemos que o seu potencial para reunir diferentes vozes é imenso.

Para responder a essa questão, vale lembrar que os influenciadores e seu público (os “influenciados”) formam um ecossistema complexo. Por isso mesmo, é preciso começar a olhar com mais cuidado para os conteúdos que têm conquistado a atenção de jovens e crianças nas telas do computador e dos celulares. E mais importante do que o tempo que se fica diante da tela é aquilo que se consome nessa tela. Assim, conseguiremos entender quem são os produtores de conteúdo que estão colaborando para uma visão mais próxima da realidade — ou o oposto: quais conteúdos geram gatilhos de ansiedade.

Como profissionais de marketing, devemos nos guiar pelo contexto em nossas práticas no trabalho. Afinal, não é de hoje que o brasileiro vive em meio a uma crise, assim como todos sabemos sobre as desigualdades estruturais da nossa sociedade. Considerando essas percepções, entendo que os influenciadores têm um papel central sobre o que está sendo comunicado — seja ampliando discussões positivas, seja corroborando com polêmicas.

Não estamos falando dos consumidores do futuro, estamos falando sobre o consumidor do agora. A Geração Z não só consome como produz seu conteúdo e consequentemente, a sua comunidade. Aqui vão 5 dicas pra sua marca ou você conversar com esse público:

1- Seja verdadeiro

Não existe mais espaço pra farsa, enganação, meias palavras e qualquer outra atitude que não deixe claro o quanto ser verdadeiro é a essência de tudo.

2- Abrace -com amor- uma causa

Tudo gira em torno da dica 1. Se não for com amor, de verdade, não vale de nada. Eles tem tempo para puxar mutirão contra e a favor, para mobilizar a galera e questionar, para dar visibilidade a uma hashtag.

3- Se digitalize

Não existe a menor chance deles se sentirem confortável com uma marca que não esteja digitalizada. Por mais que seja hype algumas ondas de retrô, o consumo sem marcar o @ do Instagram não faz o menor sentido.

4- Pense nos outros

Não é só com a geração Z que sua marca deve se preocupar se for necessário se comunicar com ela. O bem estar do próximo nunca esteve tão em alta e são eles que conduzem questionamentos importantes sobre comportamento e mudanças.

5- Ouça o que eles têm a dizer

Não existe diálogo se a outra parte não falar e não existe relacionamento se ela não for ouvida. Imersão no mundo deles é a chave. Que tal começar agora? Minha sugestão é esse Ted Talk com o João Gabriel Santos.

O futuro, que já chegou: um mundo de inovações. As pessoas desse futuro: os agentes de mudança. Será que a educação tem acompanhado esse processo? Pode ser hora de uma revolução! 17 anos, divide o seu tempo entre o Grupo SOMAI e o EduLivre (SESI/BID/UNESCO).

Sobre gerações

Cada geração reúne comportamentos e características de um grupo de pessoas nascidas em um intervalo de anos. São eles:

  • Geração Baby Boomers: nascidos entre 1940 e 1960 (atualmente com 60 a 80 anos)
  • Geração X: nascidos entre 1960 e 1980 (atualmente com 40 a 60 anos)
  • Geração Y (millennials): nascidos entre 1980 e 1995 (atualmente com 25 a 40 anos)
  • Geração Z: nascidos entre 1995 e 2010 (atualmente com 10 a 25 anos)
  • Geração Alpha: nascidos a partir de 2010 (atualmente com até 10 anos)

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