Como o slow content mudou a minha vida

Eis que chegamos a mais um final de ano e eu fiz uma avaliação de tudo que planejei e que estou vivendo (tô quase considerando um triênio 20, 21 e 22). Muito do que eu não anotei, passou despercebido. A vida está acontecendo em uma velocidade tão assustadora que eu precisei aprender a lidar com a minha expectativa perante aos trabalhos que eu estou desenvolvendo, somado aos meus sonhos e planos profissionais.

Quando eu decidi deixar o meu emprego CLT para tocar projetos no melhor estilo eugência, me enganei imaginando que o meu maior desafio fosse equilibrar as contas. Embora eu não tenha tido nenhum curso de educação financeira, meu pai sempre me ensinou a não gastar mais do que eu ganhava desde muito pequena, isso é matemática básica. O que estava por vir era algo que ultrapassava tudo que eu gostaria que acontecesse.

Ainda que eu tivesse resolvido um problema, involuntariamente criei outro. Com mais “tempo livre” para me dedicar aos meus projetos, eu tive que lidar com algo que me incomodava muito. Não vejo que a minha vida seja mega interessante do ponto de vista do telespectador. Nunca tive a menor intenção de expor como os meus dias são cinzas e coloridos. Meu pensamento ia na contra mão de tudo e todos que eu acompanhava pelas redes sociais e que se posicionava como um profissional de marketing.

Levei um tempo pra entender que existiam duas categorias: os que precisavam expor o trabalho para fechar outros e os que queriam ensinar. Eu queria fazer os dois, mas tinha que ser do meu jeito. Jeito esse que eu não fazia a menor ideia de como começar. Vale ressaltar que cada pessoa tem um ritmo e o meu é único.

Os motivos que nos levam a acelerar e desacelerar no trabalho são individuais. Aqui em casa ele tem nome e chama boleto.

Eu precisava me dedicar a projetos rentáveis financeiramente para garantir que eu pudesse me dedicar aos que não tinham retorno imediato. Foi então que eu encontrei o meu próprio caminho, que está em construção. Conheci o Slow Content que prioriza conteúdos mais fluídos que são comprometidos com a qualidade do que com a quantidade. O foco é o que o público quer ou precisa, respeitando a linha limitação de tempo, sem seguir regras, truques, macetes, algoritmos ou técnicas de crescimento instantâneo. Tem a ver com a minha personalidade e o meu propósito, daquilo que eu escolhi lá trás de forma intuitiva e que continuava me representando.

Comecei a desativar ainda mais as notificações das redes sociais e acompanhar somente o que seria primordial para a execução dos trabalhos. Não era fácil ver todo mundo falando de uma novidade do Instagram e eu gravando semanas depois para o meu canal no Youtube. Mas, essa é a maior atitude de respeito que eu poderia ter por mim, enquanto pessoa, criadora de conteúdo e especialista em redes sociais.

Criar a minha trajetória própria é mais importante uma vez que não nasci herdeira e vou trabalhar até Deus sabe lá quando. Essa informação me trouxe de volta para a realidade. Descobri que a velocidade não me importa. Chegar em primeiro não me envaidece.

Minha única pressa é de viver e o trabalho fazer parte da minha vida e não necessariamente o contrário.

Se no passado, meus empregadores me cobraram por resultado, eu não queria (continuo sem querer) ser a personificação de tudo aquilo que eu estava lutando, passando pra frente uma mensagem de que você só vai ter sucesso com as redes sociais, trabalhando enquanto os outros dormem. Ou postar 20 stories e 3 posts no feed por dia. Ou em investir todo o seu dinheiro no Facebook pra alcançar mais pessoas. Ou a fazer dancinhas pra viralizar no TikTok.

Precisei de tempo e estudo para não ceder às cobranças de um curso. Tenho vários treinamentos prontos que poderia ser, mas são técnicos demais para um mundo em que a emoção e o psicológico vale pontos em dobro.

Hoje entendo que o meu papel é criar, educar, mentorar e ensinar a partir de três elementos: autonomia, senso crítico e consciência. Eles andam juntos e são inseparáveis.

Eu aprendi que não existe modelo, manual ou guia que possa contribuir para um negócio em que você é o CEO & MEI. Com isso, vou precisar dividir para somar e eis que nasce mais uma ideia, que tem tudo para sair da minha cabeça em 2022. Só que eu não prometo nada, afinal, tenho o meu próprio ritmo. #VemAí #PodeVirAí

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