Ei, Social Media! Quantas vezes você olha o celular?

Você olha no seu celular mais de 200 vezes e toca nele 2.600 vezes todos os dias. Esses são dados de uma pesquisa realizada no final de 2019 por uma consultoria inglesa, a Tecmar. Ainda nem estávamos na pandemia quando os dados foram divulgados.

Tão viciante quanto qualquer outra coisa que causa dependência. O uso do celular no dia-a-dia do Social Media é indispensável. Não conseguimos trabalhar sem ele. Claro que o uso de um computador pode suprir a lacuna de muitas atividades. Mas, e o vídeo para os Stories? Mais do que um aparelho que facilita nossa comunicação, relacionamento e entretenimento, estamos falando de uma ferramenta fundamental para o desempenho da nossa profissão.

Mas, tenho que falar sobre uma parte muito chata. Já participei de reuniões em que um dos diretores não tirava os olhos da tela e outros tantos que aproveitavam para responder mensagens no WhatsApp. Pouco participavam, só estavam de corpo, balançando a cabeça de vez em quando e usando o nosso tempo pra fazer perguntas ou colocações que não faziam sentido. Chega a ser falta de educação e de respeito com o próximo. No caso, esse próximo pode ser alguém da nossa equipe ou o próprio cliente. Trata-se de um comportamento inadequado do qual não podemos ser coniventes e que podemos começar fazendo a nossa parte: simplesmente não sendo esse tipo de pessoa. Alguns não têm noção do quanto são vidradas nesse aparelho, que você deve estar nesse momento. Observe. Converse. Reaja.

Talvez os números dessa pesquisa internacional te assustem com a falsa impressão de que “eu não sou assim”. Pois bem, eu também achava. Até não ir até o portão sem ele. Cama, banheiro, lavando louça ou realizando qualquer outra atividade que conseguiria dividir a atenção, tipo assistir Netflix. Eu não tinha medo de perder nada sobre as minhas coisas pessoais. Todo meu pensamento girava em torno das demandas que poderiam ser sinalizadas mediante a algum problema dos clientes que eu atendia. Piorou muito com o trabalho remoto, em especial, pelas lideranças não terem características básicas de empatia e bom senso mesmo. O celular piscava depois das 18h ou aos finais de semana. Eu não me sentia à vontade pra estar online às 20h pra conversar com os meus amigos, pois sempre pensava: se alguém do trabalho me chamar, vou ter que responder. Piorava muito quando passavam poucos minutos e uma interrogação aparecia na tela. Era pior do que o tiozinho peidando no MSN hahahahahaha (rindo de nervoso).

ESTABELECENDO LIMITES

Minha cabeça só mudou mesmo depois que eu li o livro “Celular, doce lar”da Rosana Hermann. A ironia foi que como eu comprei um e-book, li no meu smartphone mesmo. Com ele, aprendi o quanto é importante DESATIVAR AS NOTIFICAÇÕES, em especial, as que não são provocadas por humanos. Esse é um hábito que eu pretendo levar para a vida. Afinal, tenho 100 aplicativos, imagina se todos eles me mandassem gatilhos ou comandos que estimulassem alguma ação?

Comprei um Kindle pra focar no momento da leitura. Ler pelo celular me distraia, na medida que ia avançando nas páginas, me lembrava de algo e quando menos pudesse perceber, estava rindo de alguma piada no Twitter.

Também não levo o celular na academia. Me limitei a carregar somente o iPod Shuffle, há quase uma década comigo. Pra fazer caminhada ouvindo podcast, tenho um aparelho velhinho só com o Spotify.

Tentei resolver meus problemas psico-tecnológicos com mais tecnologias. Porém, que não possuem interrupções. É algo muito mais sério do que analisarmos o vicio pelo celular. Existe um abuso e uma falta de limite de empregadores que não fazem distinção do seu espaço. A partir do momento que eu paguei, o celular é meu e pode ser usado por mim como bem entender. No mundo ideal, o celular corporativo existe pra impor limites. Meu estágio de ansiedade estava bem avançado e não tive outra alternativa a não ser me demitir mesmo.

COMO DESCONECTAR SENDO SOCIAL MEDIA

Pequenas atitudes trouxeram mais qualidade para os momentos em que as redes sociais não eram necessárias. Saber o momento de se desconectar é tão importante quanto o tempo que você fica conectado. Depois dessa minha experiência, posso te dar algumas dicas do que funcionou pra mim. Vai que também funciona pra você. 😉

  • Crie sua rotina pessoal e profissional – separando em que momento você tá usando o celular pra trabalhar das suas outras atividades, tendo dois aparelhos se for possível.
  • Eduque sua mente pra categorizar as mensagens do WhatsApp por prioridade. Minha família tem prioridade máxima. Alguns amigos também. Outros podem esperar um pouquinho mais. Clientes em até 24h. Assuntos aleatórios em até 48h.
  • Ainda no WhatsApp, eu arquivo todas as mensagens já respondidas. Assim, só fica na minha frente aquilo que eu ainda preciso resolver.
  • Tente deixar o celular mais na bolsa do que na mão. No mercado ou numa visita, deixa ele lá quietinho.
  • Programe as funções de “Não incomode” (aqui fica das 22h às 8h) sem notificações na tela e com chamadas somente de contatos.

Concentre-se no que faz sentido pra sua rotina e tente incorporar hábitos que sejam saudáveis. Não tô falando sobre atividade física e pra comer mais legumes. Uma parte importante que a gente costuma não dar muita bola é o quanto as interações e interrupções nos afetam. A profissão que escolhemos estabelecem as ferramentas. Cabe a nós pensarmos nos EPIs (equipamentos de proteção individual).

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